GEO: o que é, como difere do SEO e porque importa

Com o aumento de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e com a implementação de Inteligência Artificial Generativa (GAI), o modo de buscar informação no ambiente digital tem mudado. E para se manter relevante, além de um conteúdo rico e bem estruturado, é preciso se manter atento às novidades. E a mais recente é o GEO.

No decorrer deste artigo, vamos explicar o que essa sigla representa, como essa estratégia impacta e revoluciona o SEO tradicional, como é um conteúdo com essa estrutura e muito mais. 

Então, se você quer saber como seus conteúdos podem continuar relevantes para aparecerem não só nos mecanismos de buscas tradicionais, mas também nos de respostas geradas por IA, continue lendo este conteúdo até o final!

O que é GEO?

GEO é a sigla em inglês para Generative Engine Optimization, que em português pode ser traduzido como otimização de mecanismos generativos. Essa sigla se refere ao conjunto de práticas que otimizam conteúdos para que fiquem visíveis nos mecanismos de geração de respostas baseados em IA Generativa.

Quando um usuário faz uma pergunta a um sistema de IA, como por exemplo o Microsoft Copilot, Gemini, ChatGPT, entre outros, esse sistema consulta fontes, analisa credibilidade e relevância, e compõe uma resposta.

O papel do GEO é adaptar os conteúdos para que se tornem a principal referência nesse processo, sendo usados como resposta nos sistemas de inteligência artificial.

Diferenças entre GEO e SEO

Embora GEO e SEO busquem visibilidade online, suas abordagens são distintas. 

O SEO, sigla em inglês para Search Engine Optimization, tem como principal foco o ranqueamento em mecanismos de busca clássicos, como o Google, por exemplo, através do uso de palavras-chave, backlinks, velocidade do site, entre outros. Já o GEO, por sua vez, pode ser considerado um SEO “evoluído” para o ambiente das IAs generativas. 

O SEO tradicional otimiza os conteúdos para algoritmos que analisam sinais técnicos. O GEO otimiza para modelos de linguagem que processam conteúdo semanticamente. Neste último, a clareza e a facilidade na extração de respostas são as prioridades. 

Outro ponto que mostra como as estratégias diferem uma da outra é o sistema de métrica. Enquanto no SEO as métricas de sucesso são a posição na SERP, o CTR e o número de conversões, na otimização de mecanismos generativos as métricas são as citações em respostas, menções e autoatribuição.

Impacto do Generative Engine Optimization no SEO

É fundamental entender que a otimização de mecanismos generativos não substitui o SEO tradicional. Na realidade, um complementa o outro. 

O SEO como conhecemos continua tendo extrema importância para melhorar a visibilidade dos conteúdos em buscas convencionais. O GEO entra na estratégia para expandir a visibilidade dos conteúdos. Ele aumenta a presença para as respostas automatizadas por Inteligência Artificial. 

Hoje em dia, para que uma estratégia de marketing digital seja realmente eficaz, é necessária a integração do SEO e do GEO, para que as páginas e conteúdos sejam otimizados para ambos os modelos de busca.

Como o GEO funciona

A forma como a otimização de mecanismos generativos funciona é bem parecida com a de SEO. Ou seja, o conteúdo precisa ser relevante, claro, rico em informação e bem estruturado. 

A diferença é que no caso do GEO, são as próprias inteligências artificiais generativas que irão analisar o conteúdo. E as IAs não levam em conta apenas as palavras-chave usadas no texto.

Por isso, a qualidade da informação e o uso de linguagem neutra são essenciais para que seus conteúdos possam ser usados como fonte para as respostas. Conteúdos que demonstram conhecimento profundo, experiência e atualidade são os mais usados pelas IAs generativas.

Os dados estruturados também são um ponto importante para ajudar a IA a entender o contexto das informações do conteúdo de GEO.

Como implementar o GEO

Existem algumas práticas que contribuem para uma implementação eficaz do GEO nas estratégias de marketing digital para conteúdos. Sendo elas:

  1. Boas práticas de SEO: como mencionado anteriormente, neste mesmo conteúdo, manter as boas práticas de SEO continua sendo fundamental. A escolha das palavras-chave, títulos e meta descrições bem elaboradas e uma estruturação clara e eficiente são a base para o GEO;
  2. Dados e estatísticas: conteúdos com números, estatísticas atualizadas e estudos de caso reforçam a credibilidade;
  3. Autoridade no nicho: construir autoridade no nicho de atuação é crucial. Por isso, é necessário cuidar da reputação digital com backlinks e construir conteúdos profundos;
  4. Use fontes confiáveis: além de usar fontes confiáveis, como estudos acadêmicos e especialistas, é fundamental citá-las;
  5. Atualização de conteúdo: as IAs priorizam informações recentes, por isso é importante atualizar regularmente os conteúdos;
  6. FAQ: estruturar o conteúdo para que ele responda às perguntas frequentes dos leitores é ótimo para o GEO. Até mesmo os subtítulos em forma de perguntas ajudam o conteúdo.

Principais desafios da implementação

A Centerfield realizou um estudo com profissionais da área de marketing para entender como está o cenário atual do GEO nas agências e empresas. E, apesar do grande potencial da otimização de mecanismos generativos, cerca de 93% dos profissionais afirmam enfrentar barreiras para implementar a estratégia com sucesso.

Dentre os principais desafios estão:

  • Falta de orçamento: 63% das organizações não destinam recursos para essa estratégia;
  • Escassez de especialistas: 33% dos profissionais entendem bem o GEO, enquanto o SEO tradicional conta com 72%;
  • Dificuldade de mensurar resultados: os resultados de busca tradicional se misturam com o tráfego de IAs, o que dificulta o cálculo do ROI.

Conclusão

Empresas e profissionais de marketing precisam entender os princípios do GEO e adaptar as estratégias se desejam continuar relevantes no ambiente digital. Investir em conteúdo de qualidade, construir autoridade e compreender o comportamento das IAs é a resposta para o sucesso do marketing digital atual.

Aqueles que se adaptarem primeiro terão vantagem competitiva, garantindo que seu conteúdo seja a fonte das respostas. Por isso, é fundamental acompanhar de perto as tendências de mercado.

Aqui na _mybrief, todo o time está sempre estudando e buscando novidades nas áreas em que atuamos. Dessa forma, entregamos sempre o melhor resultado para os nossos clientes. 
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